Aquilo que muitas das vezes tenciono dizer não é bem aquilo que estaria a pensar no momento certo. Disse algo que me estava a provocar uma enorme revolta, mas não acabei por dizer o mais importante, aquilo que, talvez te faria ficar diferente comigo. Tu na verdade ficaste diferente, mas de outra forma não me incomodando com as tuas “bocas” e acabaste por permanecer calado, provavelmente pelo facto de eu não ter dito aquilo que querias que acabava por ser aquilo que tencionava dizer, ou que deveria de ter expressado e não soube fazê-lo. Agora encontro-me revoltada pelo simples facto de não ter libertado de mim aquela minha clareza de conseguir expressar cada sentimento que sentia por ti. Poderia ser pequeno, mas era verdadeiro e eu sei que continua a ser. Se te magoei e se te continuo a agoniar por tudo aquilo que faço de errado, não é por me sentir feliz, mas por saber que nada está no devido lugar e que acaba por me despertar uma curiosidade plena de saber quem realmente és, a quem pertences e o porquê de teres aparecido. Hoje eu fiquei feliz, vi-te por breves minutos, mas foram os necessários. Nesses fizeste com que me pudesse soltar, libertando o privilégio de sorrir, de ser eu mesma! Sei que podemos não ser tão próximos, como eu gostava que um dia viéssemos a ser, mas quero que saibas que estou grata por nunca teres desistido da nossa amizade, mesmo quando as minhas atitudes não foram as mais honestas. Pergunto-me se estou feliz. Não consigo responder ao certo à minha questão, mas sou capaz de sorrir quando aquele momento acontece, sempre que és tu a “vir” ter comigo e me fazes ser outra pessoa. Não me sentia assim há imenso tempo e tu foste o único capaz de conquistar novamente o meu sorriso. Obrigada por estares lá sempre!
08 de agosto de 2012
